Universo Online
Web Sites Pessoais

Quem sou eu.

Página atualizada em 06/02/2008
(uma das muitas caricaturas que me mandam...)


Meu Curriculum Vitae

Meu nome é Luiz Antonio Vargas Pinto.

Louvar á Deus
Informática - Hardware e Software
Vírus de computador e Sistemas Operacionais
Violão e Canto

Início da página

   Iniciei minha carreira como professor de Matemática e Química quando ainda estudante de Engenharia em 1979.
   Em 1982 fui aprovado no concurso para professores do Curso Anglo Vestibulares - e em 1982 ministrei aulas de Física no colégio daquela unidade.
    Em 1985, já formado em Engenharia Elétrica, fui convidado para ministrar aulas no colégio técnico de Processamento de Dados do Colégio Objetivo. Simultaneamente em 1986 comecei a trabalhar em Campinas, pela ENGEMATIC - Intrumentação Hidráulica e Pneumática S/A, dentro do Centro Tecnológico para Informática, um órgão do SEI - Secretaria Especial de Informática - no Instituto de Automação no Departamento de Controle de Processos na seção de Controle de Tempo Real.
    Ali aprendi muito sobre sistemas de Hardware e Software, porque paralelamente todos os elementos daquele departamento estavam envolvidos com teses de mestrado e doutorado na UNICAMP - e exigiram muito de mim. Dei duro para acompanhá-los, e mesmo muitas vezes não sendo muito bem compreendido, sempre fui humilde para com meus mestres e assim pude aprender muito.

    Sempre fui determinado e sempre procurei ser inovador e criativo. Assim, fiz um curso da graduação de Engenharia elétrica da UNICAMP - microcomputadores (Hardware). Nesse curso aprendi muito sobre Real Time.
   Ali desenvolvi exercícios com um sistema de barramento paralelo exposto, onde tinha a mão todo o sistema e podia ver o efeito dos programas Assembly do 8085 quando atendia alguma interrupção que eu programara.
    Sempre fui aficionado por inovações - inovei usando uma técnica de Dual Memory em um projeto de Hardware na Dräger do Brasil em 1991 onde duas CPUs Z80 conversavam com uma área de RAM comum.
    Foi no Centro Tecnológico para Informática de Campinas que aprendi a trabalhar com hardware e software de comunicação Serial RS-232C, que era o princípio de comunicação em rede.

     Desde 1982 já estava em contato com vírus e suas raízes, ainda que naquela época pouco se falasse especificamente sobre vírus - eles se acentuaram fortemente á partir de 1985/86, a partir do qual explodiram (literalmente) com o mundo da informática.
    Eu vivi tudo isso e paralelamente ministrava aulas - eu sempre ministrei aulas - muitas vezes, vinha direto de Campinas, e sem descanso e nem jantar, ia direto para o Colégio Objetivo e ministrava minhas aulas.
    Em 1987 até 1990, foi muito excitante - ministrava técnicas de programação PASCAL e linguagem de programação Assembly do 6502 (APPLE) - Fantástico.
    Eu sempre acompanhei a evolução tecnológica. Quando mudei para o ambiente Windows comecei a desenvolver aulas sobre aplicativos e a estrutura interna do Windows 3.XX

Início da página


    Em 1987 comecei um projeto inusitado. Decidi que, com a experiência que eu já tinha, era chegada a hora de dar um passo maior. Desenvolvi em horas de almoço e muitas horas da noite sem dormir, o projeto de um controlador digital com o Z80.
    Mas não tinha como testar o projeto - faltavam recursos.

    Na época eu era engenheiro de Software da SESA - Standard Elétrica S/A. Decidi sair da empresa, comprei um drive de 3½ para um MSX que eu possuía e voltei para Sorocaba, ganhando o equivalente á 30% do salário que a SESA me pagava (coisas do Vargas).
    Nessa época minha mulher foi fantástica e, não só não me matou, como me apoiou muito.
    O projeto não saiu exatamente como eu esperava. Eu não tinha equipamento para testá-lo, então resolvi desenvolver um analisador digital com 8 canais de 1 MHZ para, pelo menos, poder trilhar a ação nas memórias do protótipo, e o MSX faria a parte gráfica.
    Foi um trabalho extenuante, cheio de reveses - queimei a placa digital do Analisador por falha na fonte de alimentação (aprendi que circuitos TTL são extremamente frágeis).  No final, com pouco dinheiro senti que era hora de arrumar outro emprego.

    No final de 1988 falando com o Prof. Alberto Deluno - pessoa maravilhosa - me deu a oportunidade de lecionar na FACENS - Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Naquela época fui contratado como Prof. Assistente. Naquele mesmo ano iniciei um projeto pessoal, que até hoje não terminei - Um processador hipotético.

    É complicado conciliar aulas, atividades profissionais e a família - sempre alguém perde.

    Esse era um projeto de software que permitiria ensinar a programar em Assembly em um processador virtual. Um processador com 32 instruções específicas cuidadosamente criadas, que permitiria ao aluno aprender a programar em binário, conhecer conceitos profundos de Compilação e finalmente Assembly.  Aí vi minha atenção voltada para as revistas. Decidi publicar um artigo.

    Em 1990 publiquei um artigo na revista Micro Sistemas nº 98. Foi muito boa experiência, com amplo apoio da revista, onde uma tarja amarela na capa tinha o título de meu artigo, e no editorial palavras de muita força.

   Na faculdade, a bibliotecária gentilmente "xerocou" e colocou no painel da FACENS; alguns amigos me parabenizaram - o Prof. Deluno foi um deles.

     Foi muito emocionante ver a revista em todas as bancas, não me trouxe notoriedade e, menos ainda, dinheiro. Mas a sensação de poder fazer algo complexo foi incrível. Decidi então pular mais alto: escrevi um livro com 260 páginas.

Início da página


    Pode parecer até simples, mas não é.  Escrever um livro como eu fiz, não.  Usei de tudo que tinha na época - MSX, PC XT, Scanner de 16 tons, fotografias com ASA 400 em preto e branco, tudo.
    Não tinha muito tempo, por isso usei o pouco de tempo das madrugadas e sacrifiquei mais ainda minha família. A dedicatória do livro foi para eles, grandes heróis anônimos:

minha esposa Janete, ao Júnior e a Aline
Aos três pela paciência e apoio. 

"O caminho da ciência muitas vezes cruza com a vida pessoal daqueles que estão em busca do saber, e com certeza, pouco se conseguiria fazer sem a compreensão daqueles que ficam sem nossa presença no exercício dessa atividade. Que DEUS ilumine a todos vocês." 

     Depois de escrito foi fácil. Andei de editora em editora e não consegui publicar. Alguns me disseram:"esse é um livro de prateleira, para consulta, vende pouco".
    É, eu sei que eles estavam certos; no Brasil a leitura de pesquisa só serve para acadêmicos.   E assim foi. O mais perto que estive de uma publicação foi pela editora da Fundação Ubaldino Amaral, através da indicação de um ex-aluno que me pôs em contato com o Geraldo Bonadio, grande pessoa e que me apoiou, lendo e dando apoio pelo trabalho me dizendo: "...é digno de publicação, vamos tentar!".
    Mas ficou três anos na prateleira esperando.  Um dia fui até lá e simplesmente o peguei e coloquei em minha prateleira, com sua capa dura cor de vinho e letras douradas - meu troféu.

  Quero frisar aqui que todas as pessoas que conheci foram fantásticas e em momento algum desabonaram meu trabalho - valeu.  Conheci pessoalmente o Geraldo Bonadio, O Marco Antonio (da Érica) o Renato Degiovani da editora Aleph.
   Depois disso acho que perdi o apetite por publicações, mas não por escrever. Escrevi diversas apostilas sobre os mais diversos assuntos técnicos. Não por dinheiro, mas por prazer, é muito melhor.

  Em meados de Outubro de 1991, por sugestão da minha cunhada Rosana, me inscrevi para o concurso para professores do Centro Paula Souza, da ETE Rubens de Faria e Souza e ETE Fernando Prestes.
    Passei em primeiro lugar no Fernando Prestes, mas como não era formado na área, o meu salário seria muito baixo; assim mesmo comom último colocado, optei pelo Rubens de Faria e Souza, como Professor "C".

    De lá até os dias dias de hoje, entre altos e baixos ainda ministro aulas.  Para mim, ensinar é um dom de Deus e nossa função é participar da educação de milhares de jovens egressos no mercado de trabalho.  Isto me dá um certo orgulho - de saber que eles terão uma chance de conseguir trabalho com o que lhes ensinamos, e além disso, terão, dependendo exclusivamente de nós, uma formação moral, ética e social, das mais importantes.

    Em 2005 entrei no SENAI "Gaspar Ricardo Junior", Unidade de Sorocaba como Instrutor do Curso de Eletricista de Manutenção (CAI - Curso de Aprendizagem Industrial) ficando lá até Julho de 2006 quando fui promovido para Técnico de Ensino em Campinas no SENAI "Prof. Dr. Euríclides de Jesus Zerbini" onde permaneci ministrando aulas de Eletrônica, até Fevereiro de 2007, quando por motivos familiares, precisei sair do Senai para retornar a Sorocaba.

Até a próxima.